quarta-feira, novembro 24, 2004

António Gedeão

Nasceu hoje, há muitos anos, um homem chamado Rómulo de Carvalho

Impressão digital

Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandescente.

Inútil seguir vizinhos,
que ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.

António Gedeão, Poesias Completas

Outras Paragens

  • Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
  • Deco-Pro Teste
  • Inépcia
  • Poesia - As Tormentas
  • Portal do Cidadão
  • Vintage Blogs

  • Confissões de uma mulher de 30
  • Datas na História
  • É um mundo cão este das aparências
  • Hemoglobina Pura
  • Horas Negras
  • Oficina das Ideías
  • Papoilas Que Pingam Algodão Doce
  • Sistema de Blogs da Assembleia de República
  • Tasca da Cultura