terça-feira, março 08, 2005

Teoria

Inclino-me e estremeço

o espelho dá-me

certezas que não quero ter

A alienação é branca

ou será como um arco-íris

debato me violentamente

e expulso os espectros

que teimam em me acossar

Respiro o cheio das plantas

e dos plátanos

e bebo a alegria

que entretanto se apodera

de mim e de todo o meu ser

Assim de perfil

abro meus braços

esguios e frágeis

e abraço a vida

que se me afigura

veloz e inteligente

A loucura é absoluta

é branca e trémula

é doce

e contagiante

É como o passar dos dias

iguais

desiguais

E apanho as cerejas

que a cerejeira

teima em não querer

deixar cair…..

Piedade Araujo Sol

8 Comments:

Blogger PQ said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

08 março, 2005 19:16  
Blogger PQ said...

Só a loucura vale a pena. Se não há cerejas, desviemos o olhar porque bem perto medram romãs. Raros são os frutos que nos merecem mais de uns segundos de atenção. E a loucura é branca sim.

09 março, 2005 08:18  
Anonymous Menina_marota said...

A Primavera aproxima-se.
Com ela, as cerejas são vermelhas e lindas.
E doces.
E os dias nunca serão iguais...

Abraço ;-)

09 março, 2005 11:46  
Anonymous Anónimo said...

O Elogio da Loucura... daquela q dispensa alcool ou quimicos so exige sentidos despertos. Contudo, por vezes e tao facil estar desatento a tudo o q e saudavelmente libertador, especialmente se a mascara q usamos na performance social teima em n se desapegar do rosto.

09 março, 2005 15:00  
Anonymous Anónimo said...

Uma cereja especial para o PQ a quem conduzo a inebriante loucura.

09 março, 2005 15:04  
Blogger PQ said...

Mais louco ainda? Arriscas-te muito. Se não te tomas cuidado ainda me vais levar cigarros e chocolates ao hospicio!!

09 março, 2005 21:23  
Blogger Lia said...

Enlouquecer? Seria uma vitória!
Porque é na loucura que a plenitude se guarda e se entrega...

14 março, 2005 14:36  
Anonymous Anónimo said...

a loucura pode o q
a vertigem assegura,
a cereja é o fruto apetecido. a loucura é como as cerejas... não há duas iguais.

14 março, 2005 21:15  

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